Manual da Transição Capilar #1: antes do BC

Manual da Transição Capilar #1: antes do BC

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A transição capilar é um período complicado. Como já contei aqui no blog, passei por esse processo em 2014, alguns meses antes do Belícia surgir – e decidi fazer meu BC, grande corte que retira todos os resquícios de química dos fios, em julho, quando tirei minhas férias. Agora, há quase dois anos totalmente natural (yay!), recebo muitas perguntas e e-mails de leitoras que têm dúvidas sobre esse assunto. Como começar? Quando fazer o BC? E o cronograma, funciona?

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Julho de 2014

Pensando nisso, vou criar uma série de posts para tirar dúvidas pontuais sobre transição capilar, o Manual da Transição Capilar. Neste #1, vou começar pela primeira parte dessa fase: o período antes do BC.

Antes do BC

É importante saber que sua transição começa a partir do momento em que você decide assumir os fios naturais. Depois disso, as suas ações irão ajudá-la a atravessar o processo: você vai descobrir um novo mundo de informações que jamais imaginara antes.

Um passo marcante da transição é começar a manipular o seu cabelo natural, coisa que você, antes, provavelmente só fazia na hora de alisar. Ele estará muito fragilizado pelos anos de química, por isso, é essencial adotar cuidados intensivos que ajudem na sua recuperação. Aí é que entram alguns amiguinhos dos cachos, como o cronograma capilar, a umectação e as técnicas no e low poo.

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Taís Araújo logo após o BC

Cronograma Capilar

O cronograma nada mais é do que uma tabela onde você organizará as datas em que cuidará do seu cabelo, sempre alternando esses tratamentos de acordo com a necessidade dos fios. Precisa de maciez? Hidratação. Fios sem brilho? Nutrição. Fraqueza e quebra? Reconstrução. Cada cronograma é único, e você pode customizá-lo como quiser; de modo geral, as tabelas costumam ter uma ou duas hidratações por semana + uma ou duas nutrições + uma reconstrução. Há alguns modelos prontos na internet, mas o essencial é observar o que seu fio precisa mais – acredite, você aprenderá a entender essas “mensagens”.

Para conferir dicas de reconstruções capilares que não ressecam os cachos, clique aqui.

Umectação

A umectação foi maravilhosa na minha transição! Trata-se de um processo de irrigação do couro cabeludo com a ajuda de óleos vegetais puros (livres de parafinas, silicones, etc.), que ajuda os cachos a ganharem mais maleabilidade e dá uma força ao crescimento. Na aplicação, uma boa dica é aproveitar para massagear bem o couro – isso é o pulo do gato que estimula folículos capilares e ajuda os cabelos a ganharem um bom desenvolvimento. Faça o processo à noite, para lavar no dia seguinte, ou durante o dia, mas sabendo que irá ter tempo de higienizar os fios depois. O ideal é que o óleo permaneça ao menos algumas horas em contato com as raízes dos cachos.

Descubra aqui os benefícios do óleo de coco.

No e Low Poo

Em suas pesquisas, você pode ouvir falar que sulfatos são vilões que ressecam os cachos e fazem com que eles fiquem porosos e sem forma. Em parte, isso é verdade: o Sodium Laureth Sulfate, tipo mais comum de sulfato presente em shampoos, realmente tira grande parte da camada lipídica dos fios enrolados – mais ressecados por natureza – e prejudica sua saúde e visual. Por isso, evitá-lo fará seus cabelos ganharem um ar hidratado, brilhante e saudável. Por outro lado, existem outros tipos de sulfactantes (entenda sulfato como substância limpadora do fio), como o Lauryl Glucoside, Lauryl Polyglucose, Disodium Cocoyl Glutamate, ou o anfótero Cocamidopropyl Betaine, que são capazes de promover uma higienização menos agressiva.

As técnicas No e Low Poo foram criadas por Lorraine Massey, criadora da Deva Curl, justamente para estimular essa nova forma de cuidar dos cachos. O Low Poo adere aos sulfactantes alternativos citados acima para limpar os resíduos de seus fios: quem segue esse movimento pode aplicar normalmente silicones solúveis ou não em água, devendo evitar somente petrolatos e parafinas, compostos que a técnica não consegue remover. Eventualmente, pode-se adotar uma lavagem com sulfato (uma vez ao mês, por exemplo), para garantir a retirada de todos os resíduos.

Já as adeptas do No Poo só podem usar silicones solúveis em água e devem fazer sua higienização com produtos específicos ou condicionadores não-siliconados, como o Yamasterol (a lavagem com condicionador se chama “co-wash”). Muitas marcas têm em suas linhas higienizadores destinados ao No Poo, então não é mais uma técnica impossível de ser seguida!

Alguns meses depois

Alguns meses depois

Já decidiu como será sua rotina capilar? Agora, é hora de saber como ficará a aparência do seu cabelo nesse período. Será que é ok alisar durante a transição, ou bom mesmo é assumir os fios do jeito que eles estão? Fique tranquila: ainda nessa semana, você vai tirar essas dúvidas no próximo post da série Manual da Transição Capilar. ;)

Quer saber algo sobre a transição? Faça perguntas aqui nos comentários ou mande e-mail para belicia@beliciablog.com.br.

Beijão!

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